Ronaldo Caiado, candidato a presidente pelo PSD em 2026 Divulgação Candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado afirmou na noite desta quinta-feira (20) que pretende ampliar as ações sob responsabilidade dos estados na segurança pública caso eleito nas eleições de outubro. Questionado sobre detalhes do seu plano de governo, ele citou que vai liberar para que as unidades da federação definam punições próprias para determinados crimes e que sejam diferentes das postas na Constituição.
"Ele [plano de governo] respeita a autonomia de todos os estados. Eu vou, como presidente, ampliar as prerrogativas para que os estados possam legislar sobre alguns crimes que são característicos dos seus estados", afirmou Caiado, durante entrevista ao SBT News. O tema surgiu quando o ex-governador de Goiás criticou o presidente Lula (PT) por criar uma proposta para a segurança pública, na visão de Caiado, que interfere na autonomia dos estados dentro do tema.
Caiado prometeu criar o Ministério da Segurança Pública e oferecer informações e recursos para que cada governador atue no combate ao crime organizado dentro de seus territórios. "Eu vou ampliar as prerrogativas dos governadores, mas vou dar apoio aos governadores na área de inteligência, na área do Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], na área da Receita Federal... Para não fazer como acontece hoje no governo, que eles negam as informações e depois penalizam os governadores", disse o candidato.
Terras raras e inteligência artificial O candidato, ainda ao SBT, prometeu reduzir a taxa de juros aplicada pelo Banco Central. A prerrogativa, no entanto, cabe à instituição financeira -- que é independente do governo federal desde quando foi sancionada a sua autonomia operacional em 2021.
"Eu vou implantar um regime fiscal, que já está no meu plano de governo, e eu garanto a vocês: no final do primeiro ano, no máximo em 18 meses, a taxa de juros no Brasil vai estar em 6% e a inflação vai estar em 3%, 4%", afirmou Caiado, dizendo que isso será alcançado caso ele, enquanto presidente, resolva "cuidar da despesa do governo".
Durante a sabatina, o ex-governador de Goiás afirmou que pretende criar uma diretriz nacional para o uso e desenvolvimento da inteligência artificial para o país evoluir os tipos de exportações para além de commodities. Segundo ele, serão levados projetos feitos em Goiás para o governo federal, caso ele seja eleito. "O Brasil não tem legislação sobre terras raras, não tem marco civil da inteligência artificial", disse."O Brasil tem saído da condição de colônia.
O Brasil continua vendendo produto bruto, matéria-prima", afirmou, ao dizer que pretende fazer negócios com minerais de terras raras com todos os países que se interessem.
