Homem envia áudio após esfaquear ex: 'Tenta socorrer lá! Não sei se matei' Uma mulher de 48 anos foi esfaqueada no abdômen na frente do filho de 8 anos nesta sexta-feira (23) em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio. Valéria Matos Ribeiro está internada em estado grave.

O crime ocorreu na casa dela, no bairro Vila Verde. O ex-companheiro, Ademilson da Silva, de 54 anos, enviou áudio ao irmão da vítima informando sobre o ataque (ouça acima). Após buscas realizadas pela Polícia Militar, Ademilson foi encontrado morto na casa dele, no bairro Rasa.

O caso foi registrado como suicídio. "Foi muita humilhação que eu sofri na minha vida. Acabei esfaqueando a Valéria.

Tenta socorrer ela lá, 'véi'. Não sei se matei, mas eu esfaqueei sua irmã, doido!", disse Ademilson da Silva por mensagem de áudio. O filho do casal, de 8 anos, tentou defender a mãe e sofreu uma pequena lesão no braço.

Ele não corre risco de vida e permanece internado em observação no hospital. Valéria está internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) no Hospital Municipal Dr. Rodolpho Perissé, em Búzios.

📱 Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp. Mulher de 48 anos foi esfaqueada pelo ex-companheiro na frente do filho de 8 anos; o suspeito cometeu suicídio após o crime. Acervo pessoal Segundo a Polícia Militar, a vítima deu entrada no hospital com um ferimento provocado por arma branca.

Os policiais foram acionados por volta das 7h30 para verificar a ocorrência. Valéria sofreu uma perfuração na região abdominal e passou por uma cirurgia de emergência para a retirada da faca. A reportagem tenta informações sobre a motivação do ataque.

De acordo com familiares, o estado de saúde da vítima é grave, e ela deverá passar por uma nova cirurgia. Na unidade de saúde, a equipe foi informada de que o ex-companheiro de Valéria seria o autor do crime e teria fugido em um veículo vermelho. Os agentes realizaram buscas na região e localizaram o carro nas proximidades da residência do suspeito, encontrado morto em casa.

Conforme relato da família, o casal está separado desde fevereiro e o suspeito havia aceitado deixar a residência. Os familiares também afirmaram que nunca tiveram conhecimento de episódios de violência e que não havia medida protetiva em vigor. A vítima e o suspeito mantiveram um relacionamento por 15 anos